Por mais estranho que isso possa ser, tenho uma péssima percepção de tempo, os dias, as horas, os minutos passam e eu só percebo depois que eles passaram mesmo. Não costumo fazer planos, muito menos promessas, consequentemente passo a não criar expectativas, essa foi a forma que eu aprendi para sempre me surpreender ao invés de me decepcionar. Sendo assim, não espero nada, então tudo que vier é lucro. O ano de 2010, para mim já veio como um susto pois não tinha ideia que já era 2010, um dia estávamos aí, comemorando a virada do século, e já tem quase uma década disso. A ideia de já ser 2011 é assustadora, principalmente por saber que corremos sério risco de morrer em menos de dois anos.
Deixando de lado os pensamentos negativos, pude perceber o quanto tudo mudou, o ano passou rápido, e isso ninguém pode negar. Além de que o ano que termina foi cheio de surpresas, para o mundo e para mim. Não termino o ano com a sensação de dever cumprido, afinal nem tinha um dever de verdade. Mas termino com a sensação que fiz o que pude, não fui nenhuma salvadora da pátria, mas vivi cada dia como eu podia viver, sei que não quis ultrapassar o horizonte, mas também não quis ser o que eu não sou. Sobretudo, tive experiências sem igual e não saio de 2010 como eu entrei nele.
Além das minhas surpresas pessoais, o ano que se encerra também reservou surpresas para todos. No Brasil, o ano de eleições teve a primeira presidente mulher eleita, Dilma Rousseff. Mas também o Brasil abraçou uma causa e pode saber através dos jovens o que é ser Marineiro. Um ano marcado pela política, e através das eleições tínhamos a chance de mudar o nosso cenário político, mas pelo que eu vi o brasileiro não sabe votar. Acham que voto em protesto, não é mais nulo e sim em um palhaço declarado. Infelizmente os fatos ruins desse ano não fica só na política, é uma pena ver toda a violência ainda presente, o ano termina com imagens feias, que não sabemos se é de paz ou de guerra, e que ainda foram protagonizada pelas pessoas que vivem nas favelas cariocas, me preocupa o fato desse ambiente ser o palco das festas do esporte, fico com uma dúvida será que estamos preparados para isso?
Uma coisa é certa, não podemos lembrar só das coisas ruins que aconteceram, brasileiro tem mania disso, mas vou fugir um pouco desse padrão e lembrar também de todos os fatos bons. Os reecontros, os carinhos, a descoberta de que podemos resolver conflitos com o diálogo. Além de que esse ano em especial, podemos ver o quanto que o brasileiro é solidário, ajudamos os haitianos, e ajudamos também os nordestinos que tanto sofreram, com os efeitos climáticos. Tivemos também uma grande lição de esperança, pois os mineiros do Chile, nos ensinou que nunca devemos desistir. Outro fato que me marcou, foi ver que a China estar mostrando sua força, através do seu trabalho. E também o mundo ter voltado os olhos para o continente esquecido, e pelo menos durante a copa pudemos todos valorizar a cultura africana. Apesar do Brasil não ter levado o caneco, todos aprendemos o que é força de vontade com o Mandela.
Não podia terminar essa minha retrospectiva particular, sem lembrar do fato que mais me marcou esse ano. Nunca pensei que um simples efeito climático podia destruir tantas coisas. Não foi fácil para mim, ver tanta destruição bem pertinho de mim. Os lugares de o sol brilhava tanto, foi tomado por lama das chuvas fortes que por dias atingiram o meu Nordeste, e principalmente a minha Alagoas. Em 2010, não vi a chuva destruir as casas, os pertences das pessoas, a vi destruindo os sonhos de pessoas que pouco já tinham.
De 2010, nunca esquecerei. Fatos, imagens, pessoas, me fizeram lembrar para sempre desse ano que estar para acabar. Lembranças ficaram guardadas, e me as promessas de um ano melhor.
Bem, esse é o ultimo post de 2010 e a minha ultima participação no Blorkutando nesse ano. Essa foi a minha retrospectiva pessoal, e espero que todos vocês façam a sua, nem que seja só em sua cabeça, pois é muito bom, digo por experiência própria. Ah, desejo a vocês uma execelente virada de ano, e que em 2011, vocês possam realizar o que não puderam em 2010. Muitas felicidades nesse ano que se aproxima, e contem sempre com o Palavras ao Vento em 2011 :) Beijos.

Passando rapidinho, para desejar a todos vocês um Feliz Natal. Nunca imaginei que eu iria compartilhar tanto minha vida com pessoas que conheço pelas palavras. Mas acho que elas são mais do que suficientes. Quero também agradecer por todos os comentários e palavras carinhosas que recebi, pois quando chega o Natal, significa que o ano já está acabando. Desejo sinceramente que vocês descubram o verdadeiro sentido do Natal, pois o dia 25, não é só dia de ganhar presente. Que podemos passar essa data, com nossa família, não precisa ser só a de sangue, o que importa mesmo, é estarmos perto de pessoas que realmente goste de nós, do jeito que somos. Enfim, obrigada por tudo e Feliz Natal, é o mínimo que eu posso fazer.

Ela sempre foi uma menina muito esperta, inteligente, porém se sobre carregava demais quando o assunto era escola, sempre foi a melhor aluna da sala, apesar de gostar muito de estudar, se cansava com facilidade. E já em Março, o que mais dizia era:
- Socorro! Eu preciso de férias!
Sua mãe achava um exagero e tanto, e nem suportava a ideia de ter a filha já no terceiro mês do ano em casa se, nada para fazer. Pois se a filha reclama por ter tantas tarefas a cumprir, ela reclamava bem mais por não ter nenhuma. Esse era seu dilema.
Mas Joana não descansava, e inquieta de mais e adorava reclamar. Achava férias um nome engraçado, mas que soava como um descanso feliz. Ela provava um pouquinho no mês de Junho para Julho, onde aproveitava para curtir as festividades juninas. Ela considerava as férias do meio do ano, como aquele doce junino, o suspiro. Pois era na primeira 'mordida', que ele se desmanchava.
Porém ela não se satisfazia com pouco mais de quinze dias de descanso que a sua escola dava. Ela queria mais, queria que chegasse logo Dezembro e Janeiro, para que pudesse aproveitar o que as férias tinha de melhor. De tanto ela chamar, e para desespero da sua mãe, Joana enfim, estava de férias. E ela já planejava um monte de coisas a fazer. Queria ir para a casa da avó, para se encontrar com as suas primas, pois moravam em uma outra cidade. Queria ir a praia, ao shopping, ao zoológico, e assistir pelo menos uns três filmes que estavam para estrear no cinema. Sem falar que também queria viajar com a sua família para uma cidade que eles não conheciam.
Era a oportunidade que ela tinha de fazer as coisas que não podia fazer durante o ano, pois seus compromissos escolares não permitia. Contudo, seus planos não iam saindo da folha da sua agenda, o motivo é o fato de seus pais não estarem de férias assim como ela. Então o que ela mais fazia era postar no seu blog, enquanto sua mãe grita na cozinha:
- Menina, venha fazer alguma coisa, tenha pena da sua mãe, vai passar as férias inteiras na frente desse computador, sem lavar um pratinho? Assim não dá! Eu trabalho o ano todo e não tenho férias, está vendo como são as coisas?
Depois disso, a próxima coisa que Joana fazia, era rezar para que as aulas começassem logo.

Bem, é mais ou menos assim que são as minhas férias. Beijos para todos. Não esqueçam de comentar, pois isso é muito importante para mim. Boa sorte para todos os participantes do Bk, bem que eu tô precisando de um pódio lá.

Improvável é algo que ninguém acredita que possa acontecer. Algo que não botamos fé, nem levamos em consideração a sua existência. Eu sempre gostei do improvável, pois sempre me reservava uma surpresa boa, até aquele dia. Eu como uma torcedora do Internacional, já tinha recebido um grande presente com a conquista da libertadores, eu vi meu time do coração ser bicampeão, eu já tinha o bolo, mas queria a cereja. E o Inter ia ter a oportunidade de novamente gritar bicampeão, se em dois jogos ganhasse o mundial de clubes. A cereja do meu bolo seria uma vitória em cima de um dos melhores times da Europa, a Inter de Milão. Seria uma grande forma de encerrar o ano. Já tínhamos pintado a América de vermelho e branco, agora iríamos pintar o mundo.
O dia começara e já sentia que de dois passos que precisávamos, o primeiro seria dado com louvor, o time era africano, e pouco técnico, bem inferior ao Inter. Seria fácil, e por saber disso levamos um número considerável de torcedores à um estádio bem longe do Brasil. Mas iríamos com o Inter onde ele estivesse. E fomos para Abu Dabhi, aos poucos tudo foi ficando vermelho, porém tinha também alguns africanos que lembrava muito da ultima copa, só faltou a vuvuzela. Mas a dançinha era tradicional, isso me incomodava, pois as lembranças da copa não eram muito boas para os brasileiros.
Esquecendo um pouco dos contras, ao começar o jogo me concentro totalmente nele. Estava despreocupada, pois sabia da força do Inter, e sabia que a vitória já estava certa. Depois de algumas chances de gols desperdiçadas, fui ficando aflita. O primeiro tempo acabou, mas eu ainda acreditava na vitória, meu coração era Inter e tudo ia dar certo. Começou o segundo tempo, sentia que aquela era a hora do gol, porém realmente saiu o gol, mas não foi do Internacional, tínhamos quase trinta minutos para reverter o placar, e o que vi foi um time nervoso que tropeçava nas próprias pernas, mas eu acreditava. O técnico fez algumas mudanças que eu não concordava, mas eu acreditava. Não dava para o Intenacional, o campeão da América, perder para um time tão fraco. Voltar para o Brasil, com aquela derrota seria vergonhoso. Quando minhas esperanças já estavam acabando, o tempo ia passando e as jogadas ficavam no quase. Veio um outro gol, que liquidou com todas as minhas expectativas. Era o segundo do Manzebe, e a festa foi Africana.
Acabou o jogo e acabou o sonho do bi. Ficamos sem a cereja do bolo, e com o choro contido reconheci que o time que estava em campo, não era o Internacional que eu conhecia, nunca tinha visto tantos erros em um único time. E com um nó na garganta, sai derrotada por um time tão inferior, mas que tinha ganho com méritos aquela partida. E assim, provei da parte ruim do improvável. Naquele dia tudo o que eu queria, era que o provável, o que todos acreditavam, acontecesse. Entretanto, de tudo tiramos uma lição, e dessa vez não foi diferente. Com aquele jogo, com aquela derrota, percebi que nada pode ser do jeito que esperamos. E que não devemos fazer previsões óbvias, pois a vida não é tão previsível assim. E que nunca, mas nunca mesmo, comemore antes do apito final.


Antes de mais nada não torço para o Internacional, só gosto muito de futebol e queria tranformar em palavras, todo o sentimento que eu vi hoje. Beijos.

Ao pensar no que querem os homens, na cabeça de uma mulher vêm logo aquela frase: "homens são todos iguais", e a resposta para tal questão é simples e previsível: mulheres, sucesso, carros, futebol, cerveja, e realização profissional. Mas, existe homem sensível o suficiente para querer mais do que pensamos? Para as mentes feministas, os homens só pensam no momento e em curtição, mas queria acreditar que ainda existe homens que se preocupam em construir família e ter um futuro sólido. 
Deixando as dúvidas de lado, e fazendo uma boa análise percebo que os homens de hoje estão mais previsíveis que nunca, talvez seja efeito do álcool, pois cada vez mais estão bebendo mais cedo. Percebo que a sociedade ajuda a construir homens menos sensível o possível, pois eles são educados para provar que são homens mesmo, e acabam namorando, bebendo e dirigindo cada vez mais cedo.
Tomando uma atitude menos feminista, posso deixar o conceito de que nenhum homem presta, e acreditar que existe homens que priorizam amor verdadeiro ao invés de mulheres no plural, que pensam no futuro ao invés de carro e cerveja. Afinal, não é sendo feminista que vamos acabar com o machismo, e se as mulheres não são iguais, porque os homens devem ser?
Mas de uma coisa ninguém pode negar, absolutamente todos os homens metem, parece que já nasceram com essa incrível capacidade de inventar histórias que até eles acreditam ser verdade. Os homens podem não ser todos iguais, podem não querer as mesmas coisas, mas antes de Deus criá-los, deu essa capacidade de mentir tão bem, uns usam mais, outros menos. Alguns mentem para si mesmo, outros para quem quer que seja. E remédio para esse mal, nem sei se existe.

O que o nordeste e o orgulho têm em comum? Talvez seja por que todo nordestino tem orgulho de ser o que é. Motivos têm de sobra. Explicações podem ser desnecessárias, mas diante de todas as situações que meus olhos vêem, passa a ser algo conveniente. Todas as palavras que irão ser ditas a seguir, para um nordestino não serão nada novas. Mas para as pessoas que vivem em regiões distintas, e que é capaz de escrever em redes sociais palavras de incentivo a violência contra os nordestinos, será algo a ser pensado. O Brasil é um país maravilhoso, especial, por ser um país que convive com suas diferenças, a convivência nem sempre é passiva, mas já vem de suas origens. O país foi formado por três bases diferentes, e seu povo querendo ou não, tem um pouquinho de cada uma delas. Isso significaria que querer que algo se eleve a outro, seria algo banal, porém não é. Se todos foram feitos da mesma origem, se somos iguais pelas nossas diferenças, por que ainda existe tanta desigualdade social no nosso país? Se um país é tão grande e tão rico, porque querer dividi-lo em regiões, e ainda nessas regiões por que tanto pré-conceito entre as mesmas? Isso são coisas que não consigo entender.
Somos pertencentes a um único país, porque determinada região é melhor que a outra? É lógico que cada região deve ter suas particularidades, mas jamais deveria fazer disso motivo para diminuir a outra região. Para mim não importa quanto dinheiro a região contribui para o crescimento do país, afinal somos um só, e competição não existe com um participante. E se a taxa de analfabetismo, de fome e miséria, de desemprego e mortalidade infantil, é alta em determinada região, significa que as autoridades deste país devem fazer algo para solucionar os problemas existentes. Para mim não importa se os nordestinos falam cantando, pois isso não é motivo para não querer oportunizá-lo, pois não é o sotaque que determina a capacidade de cada um. Não importa se aqui o calor é da moléstia, se gorduras a mais te dão um bucho, e se a cada dez palavras que dizemos cinco são oxente, pois o português é cheio de dialetos. Afinal, o que mais existe, são pessoas que falam o português da forma mais padrão possível, porém, seu caráter muitas vezes não é tão correto quanto seu português.
Eu particularmente tenho um orgulho sem tamanho da região que vivo. Orgulho-me de fazer parte de um povo guerreiro, que acha água na pior seca, que não se abala com o sol forte, e que sabe reconhecer e agradecer a cada chuva e cada sol que aparece por aqui. Uma das grandes contradições de nossa sociedade é essa, o povo guerreiro que saiu de suas terras migrou para outras em busca de crescimento, e com seu trabalho forte ajudou a construir uma das cidades mais importante do nosso país, recebeu e ainda recebe cuspe em cima de seu suor. Por todo o esforço que os nordestinos nunca negaram a ninguém, ainda existem pessoas que os odeiam, todo esse neonazismo, esse pré-conceito camuflado é totalmente desnecessário, e o pior defeito do ser humano, é a falta de reconhecimento.
Minha vontade não é a devoção aos nordestinos, mas que pelo menos parem de menosprezá-los, da mesma forma que negros, homossexuais, merecem respeito, os nordestinos também merece. Se todos sabem valorizar nossas belezas naturais, por que não valorizar o povo que não mede esforços para receber bem os turistas?
Para concluir esse pensamento, lembro que nossa futura presidente, já disse que o nordeste não ficava no Brasil, mas quanto às palavras subentendidas restam duas saídas, ou ela é mais uma preconceituosa e mal informada, que tem o pensamente pequeno e não reconhece que a pessoa que a ajudou a estar na posição que ela estar hoje, é nordestino. Ou ela super valoriza o nordeste de tal forma que chega a pensar que esse merece ser um país distinto do Brasil, entre as duas saídas, infelizmente não sei qual é a mais viável.

Apenas uma visão minha,
Thaíse.

Eu nunca tinha parado para pensar sobre minhas maiores vitórias, em meu pequeno entendimento, minha maior vitória seria uma aprovação no vestibular, porém ainda tenho algum tempo para alcançá-la. Sei o quanto vale uma vitória, nessa sociedade que valoriza tanto os vencedores, afinal não existem ruas com nomes de vices, ou você é bom o bastante para ser notado, ou vai passar todos os seus dias escondido no anonimato. No caso de derrotas, pode ser vista de várias formas, ou você pode considerar como o fim do mundo, ou como uma experiência e aprendizado, para vencer da próxima vez. Sinceramente, prefiro aprender sem dor, não desejo cair para aprender, porém dizem que quedas fortalecem.

Se vitórias são indispensáveis, e derrotas contraditórias. Vejo-me perdida, minhas possibilidades é vencer ou vencer, pois, meu pai me dizia sempre que o segundo lugar é o primeiro dos últimos. Mas diante da minha vida, não vejo vitórias para me gabar, nunca ganhei nenhum sorteio, nenhum concurso, a não serem meus segundos e terceiros lugares no Blorkutando. O que para meu pai, não significaria muita coisa, mas para mim sei o seu devido valor. Porém, esquecendo de mim, e de minhas coisas materiais, posso claramente enxergar uma vitória especial.

Muitas vezes temos tudo o que precisamos, mas a ganância e querer sempre a vitória nos fazem esquecer algo simples. Não sei se naquele dia eu tive minha maior vitória, mas sem dúvida foi especial, eu tirei uma tarde para olhar um pouquinho para o lado que ninguém olha, eu tive a oportunidade de ajudar crianças carentes, que já sofreram tanto, mas nem por isso reclama do que o destino proporcionou. Minha vitória foi conseguir doar o pouco que eu tenho, para as crianças que não tem nada. E ainda ganhei o sorriso maravilhoso das crianças que foram esquecidas.

Gente, voltei!! Depois de uma tempão longe de tudo isso aqui, pude voltar. Esse tempo sem internet me fez bem, me livrou pelo menos um pouco do vício da internet, mas confesso que estava morrendo de saudades. Beijos enormes.